Por Maristela Bassani — arquiteta urbanista e designer de interiores em Fazenda Rio Grande
A arquitetura e o design de interiores entram em 2026 com um movimento claro: menos excesso, mais sentido.
Depois de anos marcados por modismos acelerados, ambientes “instagramáveis” e escolhas pouco duráveis, o morar contemporâneo amadureceu. Hoje, luxo é silêncio visual. É conforto. É permanência.
Em cidades em crescimento como Fazenda Rio Grande, onde famílias constroem, reformam e consolidam seus lares, essa virada de chave é ainda mais importante. Não se trata apenas de estética, mas de fazer escolhas conscientes, duráveis e alinhadas com a rotina real.
A seguir, listo o que definitivamente ficou para trás — e por quê.
❌ 1. Ambientes genéricos, sem identidade
Em 2026, não há mais espaço para casas que parecem catálogos prontos.
A repetição de fórmulas — mesma paleta, mesmos móveis, mesma composição — perdeu força.
O novo morar valoriza:
- identidade da família
- histórias pessoais
- escolhas que fazem sentido para quem vive ali
Projetos assinados passam a ser desejados não pelo impacto visual imediato, mas pela coerência e verdade.
❌ 2. Excesso de informação visual
Paredes carregadas, muitos objetos decorativos, mistura excessiva de estilos e cores saturadas ficaram no passado.
O que não se usa mais:
- ambientes poluídos visualmente
- decoração sem respiro
- excesso de quadros, nichos e objetos sem função
Em 2026, os ambientes respiram.
Menos elementos, mais presença.
❌ 3. Materiais frágeis e pouco duráveis
O consumidor amadureceu.
Materiais que mancham fácil, descascam, riscam ou envelhecem mal perderam espaço.
Sai de cena:
- laminados de baixa resistência
- revestimentos apenas “bonitos”
- móveis sem estrutura adequada
Entra em cena:
- materiais duráveis
- acabamentos atemporais
- escolhas que envelhecem bem
O custo-benefício passou a ser tão importante quanto a estética.
❌ 4. Iluminação fria e mal planejada
A luz branca excessiva, comum em projetos antigos, já não conversa com o morar contemporâneo.
Em 2026, não se usa mais:
- iluminação única no teto
- luz fria em áreas de convivência
- ambientes “chapados” de luz
O novo luxo é a iluminação quente, setorizada e acolhedora, que cria atmosfera e bem-estar.
❌ 5. Layouts que não acompanham a rotina
Plantas bonitas, mas pouco funcionais, ficaram para trás.
Ambientes que não conversam com a vida real da família geram frustração.
Hoje não se aceita mais:
- cozinhas sem fluxo
- salas sem conforto
- quartos sem organização
- falta de espaço de armazenamento
O projeto precisa resolver a rotina — não apenas impressionar.
❌ 6. Comprar sem planejar
Um dos maiores erros do passado: comprar móveis e acabamentos antes do projeto.
Em 2026, essa prática perde totalmente o sentido.
A ordem agora é:
- planejar
- projetar
- escolher
- comprar
Planejamento virou sinônimo de economia, assertividade e tranquilidade.
🌿 O que entra no lugar em 2026
Se algo sai, algo melhor ocupa o espaço.
As grandes apostas do ano são:
- ambientes organizados
- estética atemporal
- paleta neutra e sensorial
- materiais honestos
- funcionalidade silenciosa
- casas que acolhem e não cansam
A casa volta a ser refúgio, não vitrine.
Eu sou Maristela Bassani, arquiteta urbanista e designer de interiores, e atendo em Fazenda Rio Grande ajudando famílias a planejar ampliações seguras, bem pensadas e valorizadas.
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